Não quero mais IDEs pesadas. Meu PC não aguenta, ou escuto música ou programo. Estas são reclamações de muitos outros como eu, que tem um computador old school e não aguentam mais salvar o projeto e sair pra tomar um café enquanto o PDT não volta e o firefox está todo cinza.
Por isso comecei a utilizar o vim como editor para meus projetos. Após pesquisar bastante aprendi alguns macetes e plugins que me ajudaram a deixá-lo mais a cara de um editor funcional, como é o TextMate. Aí vão elas:
Eu recomendo fortemente o trabalho com utf-8 ao invés da iso8859-1 portanto, a primeia ação que deve ser tomada, é configurar o terminal para funcionar em utf-8. Caso tenha algumas dúvidas de codificação, como o que ocorreu na lista de discussão do cakephp estes dias, este link pode esclarecê-las.
Para realizar esta configuração, no linux basta você setar a variável LANG no arquivo /etc/profile.d/lang.sh, ficando:
Já no windows basta inserir o comando abaixo no arquivo .vimrc*:
Outra configuração que ajuda muito no trabalho em equipe é ter as identações feitas com espaços e não com tabs, para que diferentes editores não interpretem as tabulações diferentes e não acontecer de o git toda vez que alguém diferente abre o arquivo ache que o arquivo inteiro mudou. Para resolver este problema tanto no Windows quanto no Linux, basta inserir as seguintes linhas no arquivo .vimrc:
set expandtab
set tabstop=4
set smarttab
set shiftwidth=4
Explicando:
- Expandtab: altera as tabulações para espaços;
- Tabstop: Tabulações passam a ter 4 espaços;
- Smarttab: Utiliza a tabulação inteligente. Para inicio de ifs e outros comandos;
- Shiftwidth: Conserta a tabulação inteligente para 4 espaços.
Algo que também considero essencial é exibir o numero das linhas. Para encontrar erros, testes que falharam e etc.É impossível trabalhar sem. Para isso, mais uma vez no .vimrc:
Os próximos passos envolvem a utilização de plugins que tornam a vida muito mais fácil. O primeiro deles é o NERDTree que transforma um pedaço do vim em uma árvore de diretórios que pode ser acessada com o mouse, ou com o teclado. Na sua pagina tem uma explicação de instalação e de manipulação.
Para tornar a sua utilização mais simples, criei alguns maps do vim que funcionam da seguinte maneira:
inserindo o código
map <C-Left> :tabprevious<cr>
map <C-Right> :tabnext<cr>
map <C-N>t :NERDTree<cr>
novamente no .vimrc, você conseguirá abrir o NERDTree apenas apertando as teclas Ctrl^N + T e trocar de abas apertando Crtl^seta pra direita ou Crtl^seta pra esquerda.
Outro plugin interessante é o snippetsEmu. que faz com que o vim tenha bundles parecidos com o TextMate. Também com tutorial de instalação, ele permite que se crie pedaços de código apenas com algumas letras e digitando a tecla TAB. Após a instalação, digite for e depois sucessivamente tecla TAB. Mágico não é?
Com estes passos, criando trechos de código com os snippetsEmu, e o autocomplete(Crtl^P) nativo do vim, a sua produtividade vai ser muito maior do que a daquele tempo de espera pro eclipse validar todos arquivos logo após algumas ações.
Comecei a construir alguns snippets do cakephp para o vim. Mas isso fica para um próximo post.
Para quem não quer ficar copiando e colando cada trecho de código, o meu arquivo .vimrc encontra-se neste link.
* – O arquivo .vimrc fica na pasta de instalação do vim no windows e deve ficar na sua home no linux. Se este arquivo não existir basta apenas criá-lo
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