KISS - Keep it simple, stupid!

Validação de campos de texto com caracteres acentuados

postado por Fabrício Ferracioli em 02/04/2010 14:00:56

Recentemente tive um problema com a validação de um campo textual que me deu um pouco de dor de cabeça. Como acredito que esse pode ser um problema comum, vou compartilhar a solução aqui no blog.
Toda entrada textual deve ser representada com uma codificação de caracteres específica. Essas codificações são diversas, mas as mais conhecidas e utilizadas são ASCII, ISO 8859-1 e UTF-8. Cada uma possui diferentes capacidades e características, mas já adianto que a mais atraente delas é o UTF-8 (ou Unicode), sendo inclusive uma recomendação de utilização do W3C.

Todo programador também sabe da importância de validar uma entrada do usuário antes de realizar qualquer operação com ela, e uma regra de validação comum é a quantidade de caracteres em uma entrada de texto. O CakePHP fornece regras de validação como o minLength, maxLength e between para facilitar a vida do programador.

Agora imagine que você precisa validar um campo textual que deve ter entre 5 e 10 caracteres. Simples, defina a seguinte regra em seu modelo:

var $validate = array(
    'campo' => array(
        'rule' => array('between', 5, 10),
        'message' => 'Este campo precisa ter entre 5 e 10 caracteres.'
    )
);

Perfeito!

Calma que não é bem assim. Imagine que o campo foi preenchido com o valor ‘php é foda’, uma string de tamanho 10. Curiosamente, essa string não passa na regra de validação. Por que?

Ao observar a documentação das três regras que mencionei, vocês irão perceber que existe uma observação dizendo que o tamanho do dado é a quantidade de bytes utilizada para representá-lo. Na Web a maior parte dos textos é codificada em UTF-8, ISO-8859-1, entre outros encodings, que podem utilizar mais de um byte para representar caracteres acentuados, e esse é o motivo da regra de validação não funcionar para esse caso.

Também não adianta usar a função strlen() do PHP, porque ela possui o mesmo comportamento.

O que fazer então?

É claro que existe uma alternativa, que é a função mb_strlen. Ela recebe 2 parâmetros, sendo o 2 opcional, mas de grande importância, que é justamente a codificação utilizada para a string do primeiro parâmetro.

O código

    mb_strlen('php é foda', 'utf-8');

retorna exatamente 10, o valor que desejamos.

Desse modo, nossa função de validação seria:

function validateInputLength($input)
{
    $encoding = mb_detect_encoding($input['campo']);
    $lowerLimit = 5;
    $upperLimit = 10;
    return mb_strlen($input['campo'], $encoding) >= $lowerLimit && mb_strlen($input['campo'], $encoding) <= $upperLimit;
}

Note o uso da função mb_detect_encoding, o que torna a função capaz de manipular qualquer tipo de string, não sendo dependente de nenhuma codificação de caracteres.

Apesar de ser uma questão simples, acredito que essa solução pode ajudar bastante.
Alguém já teve problemas semelhantes? Como resolveram?

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Gerando HTML 4.01 com o HTML Helper do CakePHP

postado por Fabrício Ferracioli em 15/12/2009 14:21:18

Apesar das melhorias introduzidas no HTMLHelper do CakePHP 1.2, sempre achei ridículo ele gerar marcação apenas em XHTML. Sempre preferi HTML, e me via engessado pelo CakePHP nesse aspecto.

Acredito que muitos passam por essa dificuldade quando estão trabalhando com o HTMLHelper e FormHelper do CakePHP. Uma das principais consequências disso, é que o código gerado na maioria das vezes não é válido, pois mistura tags HTML e XHTML.

Mas sempre imaginei que deveria haver um meio de contornar isso. Certa vez verifiquei que existia um método chamado docType no HTMLHelper, e que era possível definir HTML 4.01 com ele. Mas minha alegria logo acabou quando percebi que ele não alterava o comportamento do Helper para gerar tags HTML.

Finalmente, hoje acabei me deparando com uma alternativa. Cansado de mensagens de código inválido fiz uma leitura mais cuidadosa do manual do CakePHP e encontrei a página que diz como gerar tags HTML 4.01. A solução não é muito elegante, mas é uma alternativa presente no próprio framework.
Espero que a solução sirva para vocês também!

Update 1:Para quem estiver com preguiça de fazer o arquivo do zero, fiz um repositório no Github com o arquivo e algumas tags. Conforme for sentindo necessidade vou aumentar o conteúdo dele. Quem quiser colaborar, está convidado!

Update 2: Apliquei as sugestões do Juan Basso, agora um Helper está disponível para manter as tags HTML 4.01. Vejam a discussão abaixo. O link do Github contínua o mesmo. Mantive o arquivo anterior para quem preferir o método da documentação do Cake.

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Padrões de escrita de código em PHP

postado por Fabrício Ferracioli em 03/08/2009 11:11:58

Hoje aconteceu mais uma apresentação sobre temas relacionados a programação aqui para a equipe da souÁgil. Falamos sobre um tema que gera bastante polêmica entre uma equipe de programadores, por se tratar muitas vezes de uma preferência pessoal. Mas que tema é esse?
Padrões de escrita de código em PHP.
Especialmente no caso do PHP, a polêmica é ainda maior, uma vez que a linguagem não possui nenhum padrão estabelecido oficialmente.

Aqui vai a apresentação:

Acredito que em qualquer projeto essa prática é importante, e o objetivo dessa apresentação é mostrar alternativas existentes em PHP. Quem gostar de algum deles pode adotá-lo ou criar o seu, mas lembre-se que toda a equipe deve ter uma maneira fácil de conhecê-lo.
É isso, espero que ajude a quem precisar.

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Ajudando a melhorar a qualidade do PHP

postado por Fabrício Ferracioli em 17/06/2009 09:23:41
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Vocês já devem ter percebido através dos posts do blog que damos grande importância para os testes de software. As razões para isso são diversas, mas certamente a principal está relacionada a confiabilidade.

Nossa linguagem de programação preferida, o PHP, sempre sofreu diversos ataques com relação a esse aspecto, normalmente comparado a outras linguagens de programação como Java, Python, Ruby e até C++. Não que ele seja uma linguagem imaculada, mas não é limitado ou ruim como muitos dizem por ai.
Se vocês acompanham o desenvolvimento da linguagem, devem saber que a versão 5.3 está quase saindo do forno, e vem com várias promessas bastante promissoras.

Uma delas, que acredito que seja uma das melhores iniciativas desse release, é o PHP Quality Assurance. O PHP QA é uma iniciativa de um grupo de desenvolvedores que deseja ajudar o grupo principal de desenvolvimento do PHP, melhorando a qualidade da linguagem. Entre as estratégias e objetivos, temos diversas iniciativas associadas a testes automatizados, análise e reporting de bugs.

Só que uma das partes mais interessantes ainda não foi mencionada. Se você se preocupa com a qualidade da sua linguagem de programação preferida e gostaria de ajudar ela a melhorar, agora você tem mais uma maneira de fazer isso! Você quer saber como?
Agora você pode escrever testes para o PHP!
E não é só isso! Agora você também pode acompanhar o andamento dos testes existentes e o code coverage para cada versão. Outro modo de ajudar é testanto a compilação dos Release Candidates atuais.

Não conheço nenhuma iniciativa semelhante por parte de outras linguagens de programação, alguém sabe de alguma?
Essa talvez seja uma das grandes vantagens do PHP com relação a outras linguagens de programação, o tamanho da comunidade e a abertura dada para que ela possa contribuir.
Agora ninguém tem desculpa pra não ajudar o PHP a se tornar uma linguagem de programação cada vez melhor. E quando vocês ouvirem que ele é uma linguagem não confiável, já sabem aonde recorrer para provarem o contrário.
Good coding!

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Apresentação introdutória sobre PHP e CakePHP

postado por Fabrício Ferracioli em 22/04/2009 13:13:37

Na última sexta-feira, 17/04, participei como palestrante de uma das etapas do processo seletivo da Empresa Júnior de Computação (Cop-Jr) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Para quem quiser ir direto para os downloads, use a âncora.

Durante três dias foram abordados os assuntos:

Fui o palestrante do último dia, falando sobre PHP e CakePHP. Visto que o grupo de inscritos era em sua maioria do primeiro ano do curso de Ciência da Computação, o conteúdo dos slides é bem introdutório. Procurei focar em conceitos e boas práticas, já que eles ainda vão aprender a programar.
Como exemplo, desenvolvi o blog do tutorial do CakePHP, onde é possível mostrar vários conceitos para quem está começando. Logo depois disso o Lucas acabou com minha apresentação, mostrando o Scaffolding….
Assim não vale, os caras tem que sofrer pelo menos um pouco!

Espero que eles tenham aproveitado e aprendido, e peço para quem tiver sugestões enviar nos comentários.
E sejam bem vindos, novos padeiros!

A apresentação está no formato odp, pra quem não tiver o OpenOffice, segue o link para download.
Apresentação processo seletivo da Cop-Jr
Blog desenvolvido em PHP puro e CakePHP

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Construindo uma select box com options condicionais utilizando cakephp e ajax

postado por Fabrício Ferracioli em 13/02/2009 16:53:50

Ao acompanhar a lista de discussão CakePHP Tuga percebi que existe uma dúvida que sempre dá as caras por lá: preencher as opções de um select box baseado na escolha de um select box preenchido anteriormente. O maior exemplo disso é o famoso “select cidade estado” ou “combo box cidade estado”.

Essa dúvida retornou novamente, mas através de um e-mail enviado para o pessoal da empresa por um amigo de faculdade com a mesma dúvida. No e-mail ele ainda referenciava duas fontes [1] [2] em que havia tentado, mas não obtia sucesso. Talvez a dificuldade seja o idioma, então decidi fazer um exemplo e disponibilizar para a comunidade. Este exemplo utiliza a famosa combinação de seleção do estado e depois da cidade, sendo que o select box de cidades é preenchido a partir da escolha do estado.

Criei mais coisas que o necessário pensando que esses arquivos poderão ser utilizados para outros projetos, um exemplo disso é o modelo de cidades, que não possui basicamente nada, mas pode ser aumentado para inserção de cidades em um determinado estado.

Atualmente tudo deve ser feito diretamente no banco de dados. Vamos iniciar com sua criação:

DROP TABLE IF EXISTS `cidades`;
CREATE TABLE IF NOT EXISTS `cidades` (
  `id` int(10) UNSIGNED NOT NULL AUTO_INCREMENT,
  `estado_id` int(10) UNSIGNED NOT NULL,
  `cidade` varchar(50) collate utf8_unicode_ci NOT NULL,
  PRIMARY KEY  (`id`)
) ENGINE=InnoDB  DEFAULT CHARSET=utf8 ;
 
DROP TABLE IF EXISTS `estados`;
CREATE TABLE IF NOT EXISTS `estados` (
  `id` int(10) UNSIGNED NOT NULL AUTO_INCREMENT,
  `sigla` char(2) character SET utf8 NOT NULL,
  `estado` varchar(30) character SET utf8 NOT NULL,
  PRIMARY KEY  (`id`)
) ENGINE=InnoDB  DEFAULT CHARSET=utf8 ;

Logo depois criamos os modelos:

class Estado extends AppModel
{
    var $name = 'Estado';
    var $hasMany = array(
        'Cidade' => array(
            'dependent' => true
        )
    );
}
class Cidade extends AppModel
{
    var $name = 'Cidade';
    var $belongsTo = 'Estado';
}

Até esse ponto nenhuma novidade, agora vamos aos controllers. O controller de cidades está quase vazio, contém somente sua declaração.
Vou colocar apenas o de estados.

class EstadosController extends AppController
{
    var $name = 'Estados';
    var $helpers = array('Html', 'Form', 'Javascript', 'Ajax');
    var $components =  array('RequestHandler');
    function lista_cidades()
    {
        $estados = $this->Estado->find('list',
            array(
                'fields' => array('Estado.id', 'Estado.estado'),
            )
        );
        $this->set('estados', $estados);
    }
    function cidades_estado()
    {
        $cidades = $this->Estado->Cidade->find('list',
            array(
                'conditions' => array('Cidade.estado_id' => $this->data['Estado']['estado']),
                'fields' => array('Cidade.id', 'Cidade.cidade'),
                'order' => array('Cidade.cidade ASC')
           )
        );
        $this->set('cidades', $cidades);
    }
}

Aqui começa a ficar interessante, observem que foi necessário carregar os helpers Ajax e Javascript além do component RequestHandler. Esses são os responsáveis pela mágica. O primeiro método é a página que possui as combo box de estado e cidade. O segundo, é responsável por trazer as cidades referentes a um estado.

Vejam agora a primeira view:

<?php
    echo $javascript->link('prototype', false);
    echo $javascript->link('http://cidades-estados-js.googlecode.com/files/cidades-estados-1.0.js', false);
    echo $javascript->link('cidade_estado', false);
?>
    <fieldset>
        <legend>CakePHP Way</legend>
<?php
    echo $form->input('Estado.estado', array('options' => $estados));
    echo $form->input('Estado.cidades', array('options' => array()));
    echo $ajax->observeField('EstadoEstado',
        array(
            'update' => 'EstadoCidades',
            'url' => array('controller' => 'estados', 'action' => 'cidades_estado')
        )
    );
?>
    </fieldset>
    <fieldset>
        <legend>Cidades-Estado</legend>
<?php
    echo $form->input('estado', array('type' => 'select'));
    echo $form->input('cidade', array('type' => 'select'));
?>
    </fieldset>

Nesta view chamados o prototype, necessário para que o cake consiga realizar as requisições ajax, preencher o segundo select box, etc. Lembrando que ele deverá estar na pasta webroot/js da sua aplicação. No primeiro fieldset declaramos dois campos select, sendo um já preenchido com os estados encontrados no banco e trazidos pelo controller, o segundo deverá ter seus valores preenchidos com as cidades de um estado selecionado. O método observeField do helper ajax é utilizado no select com id EstadoEstado, que chama a action cidades_estado do controller estado. Essa action é responsável por trazer a lista de cidades do estado selecionado. Ao finalizar a requisição, o select box com id EstadosCidade deverá ser atualizado com o resultado retornado pela action.
Esse resultado deverá ser um conjunto de options com as cidades, gerado na view abaixo:

if(!empty($cidades))
{
    foreach ($cidades as $id => $cidade)
    {
        echo '<option value="'.$id.'">'.$cidade.'</option>';
    }
}

Pronto, já temos um select de estados > cidade condicional em ajax funcionando. Lembrando que esse exemplo pode ser abstraído para qualquer outra necessidade semelhante.

Aproveitando que esse tipo de necessidade é bastate comum, aproveitei para mostrar um pequeno script que já faz todo o trabalho para você.
Trata-se de um projeto hospedado no googlecode, que faz todo o trabalho sujo para você chamado cidades-estado-js. A única coisa necessária é adicionar o fonte e dizer onde ele deverá funcionar.
Neste exemplo ele é o segundo script adicionado. O terceiro script é quem diz onde deverão ser colocadas as cidades e estados. Veja seu fonte, que utiliza prototype.

$(document).observe('dom:loaded', function(){
    new dgCidadesEstados({
        estado: $('estado'),
        cidade: $('cidade')
    });
});

Pronto, com poucas linhas de código já se tem toda a funcionalidade. Agora basta escolher a versão em CakePHP ou a cidades-estados-js.
Para quem deseja muita agilidade, utilize a cidades-estado-js. Para quem quer velocidade e flexibilidade total, mãos a obra com CakePHP.

Acredito que esse post do pinceladas web também possa interessar a quem está lendo até esse ponto. Ele contém um arquivo sql com todas as cidades e estados do Brasil.

[1]http://www.devmoz.com/blog/2007/04/04/cakephp-update-a-select-box-using-ajax/
[2]http://www.jamesfairhurst.co.uk/posts/view/using_ajax_to_populate_a_select_box_in_cakephp/

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Ótima apresentação sobre Framework Web

postado por João José Pedrini em 10/02/2009 03:22:37
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