Acessibilidade: porque o que importa é o usuário!
Vamos colocar esse efeito de JS!
Use Ajax ai!
Não é tão comum, mas já é uma prática relativamente difundida pensar nas possíveis limitações do agente do usuário durante o desenvolvimento de uma aplicação. É normal pensar como reação para as duas frases acima, muito comuns no desenvolvimento diário, em algo como:
Mas não podemos esquecer dos dispositivos que não tem JavaScript.
Ou então:
Não se esqueça de garantir primeiro que funcione em HTML, e depois faça as firulas!
É muito bom perceber esse tipo de preocupação, que faz a qualidade da Web crescer. Entretanto, as possíveis limitações de um agente muito importante são muitas vezes esquecidas durante o projeto e desenvolvimento de uma aplicação: As limitações do usuário.
Mas como assim?
Por mais que você conheça seu público alvo, sua aplicação esta na Web, portanto ela está sujeita ao acesso de usuários de qualquer parte do universo e boa parte desses pode ter algum tipo de deficiência. Citarei as mais comuns:
- Visual
- Auditiva
- Física
- Cognitiva
- Linguística
- Aprendizado
- Neurológica
Para pessoas que não possuem nenhuma das deficiências listadas acima pode parecer estranho pensar que esse tipo de usuário sequer utiliza o computador. As porcentagens de utilização da web por esse tipo de usuário chega a pouco mais de 9%, e em casos mais localizados pode chegar a 20% [1]. Considerando o lado mercadológico seria uma perda de público significativa. Além disso existe o fator social, visto que Acessibilidade é um termo que anda em alta. Em alguns países é obrigatório fornecer meios para que pessoas com deficiência tenham acesso a informação, sendo o Brasil um exemplo disso [2].
Mas como eu sei se estou atendendo esse tipo de usuário?
Se você utiliza os padrões do W3C em seu desenvolvimento já é um passo importante. Só o fato de utilizar o validador de HTML e CSS já garantem uma boa parte das recomendações de acessibilidade, conhecidas por WCAG. Recentemente a recomendação teve sua versão 2.0 publicada pelo W3C, e acredito que é a melhor e mais confiável fonte de informação técnica sobre o assunto.
Não terei muito trabalho fazendo isso?
O aumento de trabalho será mínimo, enquanto os ganhos podem ser bem grandes. Além de antender a uma quantidade de usuários maior, sua aplicação estará acessível a diferentes dispositivos e ambientes limitados. Também poderá influenciar mudanças no conteúdo, o que é realmente importante, visto que terá a maior atenção que as camadas de apresentação e comportamento. E pense que é muito melhor o usuário falar:
Legal, funciona! E como foi útil!
Do que:
Sabe aquele site xxxx, a tia de uma amiga minha foi usar e era impossível. Até que era bonitinho, mas não funcionava, dava erro, pedia um tal de java…
Notícias ruins correm bem mais rápido que as boas, e a propaganda entre os usuários é um dos melhores meios de ganhar público.
Como esse é um assunto bastante extenso, deixarei alguns links para quem quiser aprofundar suas pesquisas.
- Acesso Digital
- Acredito que sejam os melhores do ramo no Brasil, ótimo exemplo de site acessível
- DosVox – Sistema Operacional para deficientes visuais
- Recomendo o uso dele, é muito interessante “ver” o mundo virtual sem os olhos. Possui navegador integrado. Roda em Windows e acredito que no Linux roda no Wine
- W3C Web Accessibility Initiative (WAI)
- Site geral do W3C sobre acessibilidade na Web. Nele se encontram todas as recomendações relacionadas ao assunto
- DaSilva – Avaliador de Acessibilidade para Sites
- Uma maneira automatizada de analisar a acessibilidade de um site. Lembrando que não é o suficiente, pois muitas análises dependem de conhecimento e intervenção humana.




