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Aumentando a semântica com RDFa

postado por Fabrício Ferracioli em 04/09/2009 15:18:54

Acredito que Web vem tomando um caminho interessante com decisões tomadas nos últimos meses, como a adoção do HTML 5 e o engavetamento do XHTML 2. Isso com apenas um padrão, a confusão será bem menor e a adoção poderá ser realizada de modo mais harmonioso. Mas, como a maioria das pessoas que trabalham com Web sabem, não basta que o padrão exista, ele deve ser suportado pelo mercado, senão acaba ficando somente “no papel”.
Até algum tempo atrás, acreditava que isso aconteceria com o RDFa, uma recomendação do W3C que é conjunto de extensões do (X)HTML que permite aumentar a semântica de documentos (X)HTML. Atualmente, o padrão é suportado pelo Yahoo!, o pioneiro, e pelo Google.

E agora você me pergunta:

Em que isso vai me ajudar?

O RDFa basicamente adiciona semântica a seus documentos, fazendo com que eles sejam compreendidos mais facilmente por dispositivos, o que aumenta a capacidade de busca.
Agora é só pensar um pouco, se o Yahoo e Google puderem compreender melhor seus documentos, eles serão mais facilmente encontrados e você ganha uma vantagem sobre quem não dá a mínima para semântica.
Pra você que ainda não ficou convencido, aqui vou usar dois exemplos, que talvez você já tenha visto, mas não sabia o porque das informações adicionais. Primeiro a do Yahoo.
Resultado de busca do Yahoo com RDFa
Agora a do Google.
Resultado de busca do Google com RDFa

Em ambos os casos, as informações adicionais que estão associadas aos resultados fazem grande diferença nos resultados, pois adicionam muito mais ao que o usuário deseja saber, do que simplesmete o resultado da busca tradicional. Essa pequena diferença já é suficiente para deixar seu resultado a frente dos demais e possivelmente preferido pelo usuário.

Gostou, não é?
E agora você me pergunta:

Mas como eu faço isso?!

Não faltam recursos na Web sobre RDFa, e como o objetivo desse post é alertar sobre as possibilidades dele, deixo alguns links para vocês aprenderem um pouco.

  1. Ótimo para quem não sabe nada, leitura obrigatória.
  2. Também é ótimo para quem está começando, dividido em duas partes.
  3. Continuação do artigo anterior.
  4. Esse é um pouco mais avançado, leia depois de ler os anteriores

Lembrando que o W3C Semantic Web Activity possui vários recursos para quem quer aprender, além de alguns casos de uso.
E não tem desculpa para não utilizar, ele é compatível tanto com HTML quanto XHTML.

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Acessibilidade: porque o que importa é o usuário!

postado por Fabrício Ferracioli em 06/03/2009 18:57:40

Vamos colocar esse efeito de JS!

Use Ajax ai!

Não é tão comum, mas já é uma prática relativamente difundida pensar nas possíveis limitações do agente do usuário durante o desenvolvimento de uma aplicação. É normal pensar como reação para as duas frases acima, muito comuns no desenvolvimento diário, em algo como:

Mas não podemos esquecer dos dispositivos que não tem JavaScript.

Ou então:

Não se esqueça de garantir primeiro que funcione em HTML, e depois faça as firulas!

É muito bom perceber esse tipo de preocupação, que faz a qualidade da Web crescer. Entretanto, as possíveis limitações de um agente muito importante são muitas vezes esquecidas durante o projeto e desenvolvimento de uma aplicação: As limitações do usuário.

Mas como assim?

Por mais que você conheça seu público alvo, sua aplicação esta na Web, portanto ela está sujeita ao acesso de usuários de qualquer parte do universo e boa parte desses pode ter algum tipo de deficiência. Citarei as mais comuns:

  • Visual
  • Auditiva
  • Física
  • Cognitiva
  • Linguística
  • Aprendizado
  • Neurológica

Para pessoas que não possuem nenhuma das deficiências listadas acima pode parecer estranho pensar que esse tipo de usuário sequer utiliza o computador. As porcentagens de utilização da web por esse tipo de usuário chega a pouco mais de 9%, e em casos mais localizados pode chegar a 20% [1]. Considerando o lado mercadológico seria uma perda de público significativa. Além disso existe o fator social, visto que Acessibilidade é um termo que anda em alta. Em alguns países é obrigatório fornecer meios para que pessoas com deficiência tenham acesso a informação, sendo o Brasil um exemplo disso [2].

Mas como eu sei se estou atendendo esse tipo de usuário?

Se você utiliza os padrões do W3C em seu desenvolvimento já é um passo importante. Só o fato de utilizar o validador de HTML e CSS já garantem uma boa parte das recomendações de acessibilidade, conhecidas por WCAG. Recentemente a recomendação teve sua versão 2.0 publicada pelo W3C, e acredito que é a melhor e mais confiável fonte de informação técnica sobre o assunto.

Não terei muito trabalho fazendo isso?

O aumento de trabalho será mínimo, enquanto os ganhos podem ser bem grandes. Além de antender a uma quantidade de usuários maior, sua aplicação estará acessível a diferentes dispositivos e ambientes limitados. Também poderá influenciar mudanças no conteúdo, o que é realmente importante, visto que terá a maior atenção que as camadas de apresentação e comportamento. E pense que é muito melhor o usuário falar:

Legal, funciona! E como foi útil!

Do que:

Sabe aquele site xxxx, a tia de uma amiga minha foi usar e era impossível. Até que era bonitinho, mas não funcionava, dava erro, pedia um tal de java…

Notícias ruins correm bem mais rápido que as boas, e a propaganda entre os usuários é um dos melhores meios de ganhar público.

Como esse é um assunto bastante extenso, deixarei alguns links para quem quiser aprofundar suas pesquisas.

Acesso Digital
Acredito que sejam os melhores do ramo no Brasil, ótimo exemplo de site acessível
DosVox – Sistema Operacional para deficientes visuais
Recomendo o uso dele, é muito interessante “ver” o mundo virtual sem os olhos. Possui navegador integrado. Roda em Windows e acredito que no Linux roda no Wine
W3C Web Accessibility Initiative (WAI)
Site geral do W3C sobre acessibilidade na Web. Nele se encontram todas as recomendações relacionadas ao assunto
DaSilva – Avaliador de Acessibilidade para Sites
Uma maneira automatizada de analisar a acessibilidade de um site. Lembrando que não é o suficiente, pois muitas análises dependem de conhecimento e intervenção humana.
  1. O que é acessibilidade – ExtraLibris Revista
  2. Lei de Acessibilidade
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